No inicio da viagem, quando passamos por Buenos Aires, enfrentamos um transito muito complicado, mas vencido este trecho chegamos a Mar Del Plata, uma cidade de 700 mil habitantes, muito bonita e acolhedora, almoçamos no segundo dia ali bem a beira mar, tomando uma ótima cerveja. Depois o caminho começou a ficar longo com retas intermináveis nas estradas. Começamos a perceber nas margens das rodovias panos, bandeiras, cruzes, pequenas casinhas, tudo em vermelho e achamos que era umbanda ou algo do gênero. A curiosidade me fez buscar informação e descobri que se tratava do culto ao Gauchito Gil, um gaúcho, é gaúcho mesmo com assento no u, que foi morto pelo patrão estancieiro, e antes de ser morto profeciou que seu patrão iria se curar de uma doença grave. Isto de fato aconteceu. Assim os argentinos fazem oferendas a beira das estradas e rezam pedindo alguma coisa.
A partir de Puerto Madrin começamos a enchergar Guanácos as margens da estrada, e isto só foi aumentando em toda a Patagônia. No retorno, inclusive, o Carlos na direção da Toyota, teve de frear bruscamente e desviar para não atropelar um que cruzou a rodovia, por pouco não assamos um guanáco. Há não posso deixar de lembrar que o Lindomar, pai do Carlos, tratou logo de apelidar os bixos de panácas.
Pegamos uma estação muito tranquila pra viajar, pois é meia estação, a alta temporada acontece de dezembro a março e de julho a setembro. Vale lembrar que a estação ótima para baleias e pinguins é de julho a dezembro.
As rodovias da Argentina são muito boas, pegamos pequenos trechos sem asfalto antes de Ushuaia. No trecho de El Calafate a Bariloche mudamos a rota, pois haveria pela frente 700 km de estrada de chão. Então optamos em voltar a linha do oceano atlântico, na altura da cidade de Puerto San Julian, mas para ganhar tempo, pegamos uma estrada intermediária de chão com 200 km e encurtamos em 250 km este trecho. No fim constatamos que a opção deste trajeto aumentou apenas 215 km para ir de El Calafate a Bariloche.
Vamos voltar ao chile, na cidade de Puerto Natales, onde chegamos a noite e saímos de manhã bem cedo para visitar o Parque Nacional Torres Del Paine, imperdível, um conjunto de montanhas nevadas e lagos de tirar o fôlego. A tarde, pelas 3 horas, rumamos para El Calafate.
El Calafate, já na Argentina, de novo, é uma cidade muito aconchegante, me lembrou Canela.
Ficamos no El Calafate Hotel, dos Kirchner, aliás dizem que são donos de quase tudo ali. Acordamos e depois de um bom café e mais 80 km de estrada, fomos visitar o Glaciar Perito Moreno. Para Tudo: É um cenário indescritível. Aqueles paredões de gelo com 70 metros de altura, de cor branca e azulada, cercados pelas montanhas que despejam neve para formar todo o conjunto.
Bem, agora estamos em Bariloche, chegamos no sábado a noite e vamos sair segunda dia 23 de abril, as 5 da madrugada para rumar pra casa, a saudade já aperta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário